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VESPA VELUTINA
UMA AMEAÇA REAL

Identificada a existência da espécie invasora e a sua ação negativa na produção de mel, de produtos apícolas e na importantíssima manutenção do ecossistema e do meio ambiente, vem verificando-se a perda de alguns enxames e produtos da colmeia, bem como a desistência de atividade de alguns apicultores. O desenvolvimento de estratégias, como seja a transumância de colmeias, que limitem e condicionem o acesso desta espécie invasora aos apiários, permitirá constituir um mecanismo de retorno à situação anterior caracterizada pelo seu equilíbrio.

Objectivos

Reposição do ecossistema

Reposição do ecossistema anterior à introdução involuntária da Vespa Velutina, que coloca em causa a produção de mel e produtos apícolas, com recurso a novas técnicas a desenvolver em contexto de investigação científica e académica.

Desenvolver a apicultura

Recuperar o interesse da atividade por novos apicultores, potenciando a tão necessária criação de postos de trabalho, nomeadamente entre os jovens, no meio rural e em especial em zonas de montanha, com todas as vantagens em que tal se traduz.

Produtividade dos pomares

Garantir a produtividade dos pomares e o ecossistema vegetal, tão dependentes das nossas benéficas abelhas, é também um objetivo nobre deste projeto-piloto

Identificação e destruição de ninhos

Colaborar com as entidades oficiais, em especial na identificação e acompanhamento da destruição dos ninhos.

Monitorização do movimento da vespa

Desenvolver uma metodologia de captura, viva e sem danos físicos, de exemplares de Vespa velutina, colocação de um microchip e monitorização do movimento da vespa desde o local de captura até ao ninho.

Instalação de apiários

Desenvolver uma metodologia de identificação de locais com baixa probabilidade de ocorrência da vespa e, por esse motivo, adequados à instalação de apiários.

Resultados

Mobirise

SIG atualizado

Manter o SIG atualizado e continuar a monitorizar a dispersão espacial da Vespa. Identificar e cartografar as rotas seguidas pela vespa. Localizar os ninhos e estudar os mecanismos de dispersão espacial das vespas bem como as condições ambientais que favorecem essa dispersão.

Mobirise

Instalação de apiários

Desenvolver e aperfeiçoar os modelos de otimização a usar na identificação de locais adequados à instalação de apiários em regime de transumância que maximizem as condições adequadas às abelhas e minimizem o perigo da Vespa Velutina se instalar.

Mobirise

Reduzir a praga

Reduzir a praga a níveis aceitáveis e que não comprometam a sobrevivência e viabilidade da colmeia/apiário, sendo que se torna imperioso impedir o crescimento ou intensificação e concentração da vespa. Num esforço concertado entre todos as associações apícolas.

Mobirise

Manual de boas práticas

Elaboração e construção de um manual de boas práticas que possa ser usado para a sensibilização da população em geral para a identificação da Vespa Velutina e comunicação às entidades competentes de eventuais ninhos localizados. 

Mobirise

Capacitação dos apicultores

Capacitar os apicultores para a construção de armadilhas seletivas e iscos apropriados para mitigar a predação da vespa nos apiários. Contribuindo para a mitigação deste problema e contribuindo para o desenvolvimento do sector apícola.

Potenciais destinatários dos resultados esperados

Os potenciais beneficiários são em primeiro lugar os apicultores na medida em que se evitará perdas de produtividade e de efetivo apícola, em segundo lugar melhoria do equilíbrio do ecossistema uma vez qua a abelha tem um papel importante na polinização das espécies vegetais espontâneas e é um elemento da cadeia trófica de vários animais, designadamente de pássaros, anfíbios, aracnídeos, etc.

Também as associações com relacionamento à atividade apícola melhoram os conhecimentos e práticas que visam a proteção da abelha melífera, sendo que as atividades previstas no projeto e envolvimento das várias equipas/parceiros podem suscitar soluções ou upgrades para outros problemas do apiário.

As universidades têm aqui também uma excelente oportunidade de dar o seu contributo para a inovação em técnicas de defesa do apiário e aumentar o seu próprio conhecimento.

Os agricultores dado o papel importante das abelhas na polinização das culturas agrícolas, que determina uma maior produção e com maior qualidade.

Por conseguinte a comunidade em geral acaba por ser também beneficiária desta iniciativa, colhendo proveitos ao nível de consumidor, continuando a ter acesso aos produtos diretamente provenientes desta atividade, sendo o mel o principal, e aos produtos indiretamente potenciados pelas abelhas, como seja a polinização de outro tipo de vegetação que, não tendo aproveitamento alimentar, tem elevada importância ecológica. Paralelamente beneficia toda a população, pois reduz-se a presença desta vespa e o aparecimento de ninhos que causam alarme social e medo.

Mobirise

Calendarização

Maio de 2018

1ª Fase

Inventariação de produtores e apiários dos concelhos do Território Douro Verde (Amarante, Baião, Cinfães, Marco de Canaveses, Penafiel e Resende) e também nos concelhos das Terras do Sousa (Felgueiras, Lousada, Paços de Ferreira, Paredes e parte de Penafiel)

Maio de 2018                           

2ª Fase

Criação de um projeto em ambiente de sistemas de informação geográfica para a caracterização do terreno (altitude, declive, exposição) e ambiental (tipo de uso e ocupação do solo, proximidade às linhas de água) dos locais onde se encontram instalados os apiários e verificação do grau de instalação da Vespa Velutina

Junho de 2018                         

3ª Fase

Processo de conceção dos métodos/mecanismos de intervenção para a resolução do problema que constitui a invasão pela Vespa velutina, realizada pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), que passará pela utilização de armadilhas seletivas para fundadoras, a instalar desde a fase inicial do projeto, colocação dos microchips, monitorização e destruição de ninhos, sendo que no caso dos ninhos secundários a sua destruição será feita pelas entidades competentes, de acordo com o definido nacionalmente.

Junho de 2018                         

4ª Fase

Modelo de dispersão espacial: os registos georreferenciados dos ninhos, quer primários quer secundários, detetados serão inseridos no sistema de informação geográfica e desenvolvido um modelo de dispersão espacial da Vespa velutina na área circundante aos apiários. Seleção de locais adequados à instalação de apiários em regime de transumância (UTAD).

Setembro de 2018                         

5ª Fase

Transumância: identificar os apicultores que recorrem ao método da transumância, acompanhar o processo de movimentação das colmeias e cartografar o local para onde as colmeias foram deslocadas. Caracterizar todo o processo quer em termos cronológicos quer em termos de condições morfológicas e ecológicas do local original onde estava instalado o apiário e do local para onde foi mudado na operação de transumância. Monitorizar a presença da Vespa velutina no local original e no local de transumância, conforme referido nas fases anteriores.

Julho de 2018                         

6ª fase

Aplicação dos métodos anteriormente definidos/desenvolvidos (2º ao 4º ano). A implementar pela Apimarão, APFMP - Associação de Produtores Florestais de Montemuro e Paiva e restantes parceiros com atividade apícola ou que acompanham apicultores não associados que venham a integrar a iniciativa, nomeadamente a Dolmen e a Ader-Sousa, sob a supervisão geral da UTAD.

Outubro de 2018                         

7ª Fase

Avaliação anual e final dos resultados, pela UTAD e Dolmen em colaboração com as restantes instituições

Novembro de 2018                           

8ª Fase

Comunicação, divulgação e disseminação de resultados e dos métodos ao longo do
projeto com o objetivo de ajustar procedimentos à realidade diagnosticada e adaptar as ações futuras.
Para o efeito serão elaborados relatórios de progresso anuais e final. Esta atividade fica a cargo da
Dolmen, com a colaboração direta da UTAD e todas as associações envolvidas e ainda a participação
dos apicultores.

Parceiros

Morada

Alameda Dr. Miranda da Rocha, 266
4630-200 Marco de Canaveses

Contactos

Email: dolmen@sapo.pt 
Telefone: +351 255 542 154

Ligações

Dolmen
UTAD
SOSVespa